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Greve de sexo pode virar motivo de traição



Privar o homem de sexo não é algo novo. Na década de 70, a greve de sexo tinha objetivos mais amplos e feministas.





 Era uma barganha usada pela mulher para ser reconhecida, para ampliar o seu espaço. Vale lembra ainda que, bem antes disso, a mulher nem podia pensar nesse artifício, pois era vista como propriedade. O sexo era um direito do homem.

Mas de alguns anos para cá, a greve de sexo é aplicada pela mulher quando o objetivo é convencer o parceiro a fazer o que ela quer - ganhar uma joia ou fazer uma viagem dos sonhos - ou puni-lo por alguma atitude errada. Mas para a psicóloga e terapeuta sexual Arlete Gavranic, também coordenadora do curso de pós-graduação em Terapia Sexual do ISEXP (Instituto Brasileiro Interdisciplinar se Sexologia e Medicina Psicossomática), a qualidade e a eficiência dessa negociação é baixa.



"A greve de sexo pode funcionar com casais, cujo homem é submisso e a mulher manipuladora. Mas essa não é a realidade da maioria dos casais", afirma. "Entre alguns homens essa tática pode resultar em indiferença, agressividade (desde irritabilidade até o ato físico) ou até mesmo uma traição. É como se ele se vingasse da vingança da mulher, do boicote dela", completa.

O grau da mazela provocada pela greve varia de casal para casal e da quantidade de relações sexuais dos mesmos. De acordo com o "Estudo da Vida Sexual do Brasileiro", realizado pela psiquiatra Carmita Abdo em 2003, o brasileiro tem uma média de três relações sexuais por semana. Dra. Arlete lembra que há casais que fazem sexo uma ou duas vezes por semana, todos os dias, quinzenalmente ou até mensalmente.



"Para os mais regulares, uma greve de sexo de 10 dias, por exemplo, é capaz de fazer o homem subir pelas paredes e ficar muito irritado. Mas o que é uma greve para casais que têm relações a cada 15 dias ou uma vez por mês?", pensa a psicóloga. "O que a mulher tem que entender é que boicotar o sexo significa boicotar o prazer da relação, podendo trazer muito mais desentendimentos do que barganhas", alerta.

A psicóloga garante também que é enorme o número de casos de traições por conta de atos dessa natureza. Isso mostra que são poucas as vezes que essa arma causa um efeito positivo. E aconselha: em vez de greve de sexo, a mulher deveria aprenda a fomentar seu poder de sedução.



"Se ela apela para o jejum, tem consciência de que a sexualidade possui um valor importante dentro da relação. Então que tal fazer o inverso e despertar no outro o desejo de conquistar?" E exemplifica: "Crie uma expectativa no parceiro de que vai haver determinada comemoração no dia em que você ganhar o que quer. Isso mobiliza o desejo dele de maneira positiva, de satisfazer a mulher não pela birra, mas pela vontade de conquistar algo."











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